Vigilância Sanitária de Belém fiscaliza pontos comerciais em Outeiro - CONASEMS
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Gestão | 14/02/2011

Vigilância Sanitária de Belém fiscaliza pontos comerciais em Outeiro

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DSC_4634_prefeitura_de_belem_05ed51415d6Mais de 50 pontos de comércio de alimentos, açougues e pontos de venda açaí, passaram por fiscalização da Divisão de Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária de Belém (Devisa), na manhã deste sábado (12), em Outeiro.

A operação de mais de seis horas do Devisa, que faz parte da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), tinha o objetivo de educar os feirantes e comerciantes sobre as boas práticas, condutas de higiene, manuseio adequados dos alimentos  e saúde publica, atestando o cumprimento das leis sanitárias dos produtos comercializados, assim como a qualidade dos alimentos.

Na Rua da Brasília em Outeiro, os técnicos do Devisa/Sesma fecharam dois pontos de venda de açaí que estavam irregulares. Segundo Stela Avelar, umas das profissionais responsáveis pela operação da Vigilância Sanitária, os pontos não poderiam continuar funcionando, pois da forma que comercializavam o açaí, poderiam oferecer riscos para a saúde do consumidor.

“No primeiro ponto em que estivemos, eles não tinham documentação de funcionamento, nem licença. As condições físicas não eram adequadas, a higiene não era suficiente e o tratamento de limpeza e preparo dado ao fruto não era o adequado. Já no segundo ponto que fechamos, os manipuladores não tinham a carteira de manipulador de alimento, que é fornecida gratuitamente pela Vigilância Sanitária após passar por um curso, havia muita sujeira no telhado que não tinha forro. Sujeira essa, que com um vento poderia facilmente cair na maquina durante o preparo do açaí, contaminando o produto, além da presença de insetos e outros animais como gatos”, afirmou Avelar. Procurados pela reportagem, os responsáveis pelos pontos de venda de açaí não quiseram dar esclarecimentos.

Os problemas encontrados infringem as determinações do Programa Estadual de Qualidade do Açaí, o Código de Postura, nos quesitos que abordam a higiene e saúde pública, além de infringir a norma técnica RDC-218 de 2005 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que versa sobre os cuidados necessários no manuseio de vegetais em geral, preparo e consumo do açaí.

Francisco de Assis, que teve seu ponto de venda açaí fiscalizado pelo Devisa, sendo apenas notificado para se adequar à normas sanitárias, apóia a ação. “A Vigilância Sanitária veio até minha venda e fui autuado pois estávamos irregulares com algumas coisas como documentação e uniformes. Mas eu compreendo que a conduta deles é a mais correta, pois eles estão cuidado da saúde da população, agora vou me esforçar e corrigir as falhas. Vou imediatamente até a Vigilância Sanitária regularizar a minha documentação, vou fazer o curso de manipulador de alimentos, tirar a minha carteira de manipulador e fazer as mudanças que a vigilância me pediu”, garantiu.

Ainda na Rua da Brasília, outra equipe de fiscais do Devisa/Sesma autuou e pediu o encerramento das atividades de um ponto de venda irregular de peixe, carne bovina e suína. Todos os produtos estavam expostos à venda ao ar livre e na margem da rua, em contato com a poeira dos carros, moscas e lixo que se acumulava na área.

Os técnicos deram as instruções aos comerciantes e posteriormente encaminharão informações sobre esta parte da operação à Secretaria Municipal de Economia (Secon), que administra feiras e mercados em Belém e distritos como Outeiro. Caso o comerciante autuado não acate as recomendações da Vigilância Sanitária, será solicitada a retirada e apreensão dos produtos comercializados por ele.

Há poucos metros dali, em outro comércio de carnes, a equipe do Devisa/Sesma solicitou ao responsável pelo local, que ele armazenasse seus produtos em um balcão resfriado, pois as carnes ali expostas, não poderiam ficar em uma temperatura superior 5 graus. O responsável pelo comércio, que não quis se identificar, disse que já havia usado um balcão igual ao recomendado pela vigilância sanitária, mas que teve problemas com os consumidores, pois segundo ele, os fregueses não se acostumaram com o novo aparelho, por isso não usava mais o equipamento.

Segundo Marcos Silva Pinto, coordenador da segunda equipe de fiscalização do Devisa/Sesma, o maior número de infrações encontradas na operação foi quanto à falta de higiene. “Infelizmente a falta de higiene é um problema recorrente, ocasionado na maioria das vezes por falta de conscientização do comerciante e até mesmo do consumidor que não denuncia. Dos mais de 30 estabelecimentos em que entramos, na maioria, encontramos situações que podem ser corrigidas com limpeza constate, cuidados higiênicos sérios e uma arrumação simples do espaço”, concluiu.


Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belém  

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