Vacinação: 7 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra a paralisia infantil - CONASEMS
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Atenção Básica | 02/10/2020

Vacinação: 7 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra a paralisia infantil

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite segue até 30 de outubro e tem como população-alvo estimada cerca de 11,2 milhões de crianças de 1 a menores de 5 anos

A menos de uma semana do fim da Campanha Nacional de Vacinação, 7,3 milhões de crianças ainda não foram imunizadas contra a poliomielite no Brasil. Até o momento, somente cerca de 4 milhões (35%) foram vacinadas contra a paralisia infantil. O público-alvo estimado é de 11,2 milhões das crianças de 1 a menores de 5 anos.

A maior cobertura vacinal entre as crianças de 1 a menores de 5 anos foi registrada no estado do Amapá (62,59%), seguido do estado da Paraíba (50,11%). A menor cobertura pertence ao estado de Rondônia (11,76%). Até o momento, 232 (4,16%) municípios atingiram a meta de 95% de crianças vacinadas. Os dados são preliminares e os municípios têm até o fim de novembro para registrar as doses aplicadas no sistema de informações do Ministério da Saúde.

Entre o público-alvo da vacinação, a maior cobertura, até o momento, foi registrada entre as crianças de 2 anos de idade (35,33%) e a menor cobertura foi entre as crianças de 3 anos (34,23%). Não existe tratamento para a poliomielite e a única forma de prevenção é a vacinação. A vacina oral de poliomielite (VOP) protege contra dois sorotipos do poliovírus (1 e 3) e a vacina inativada (VIP), contra os três sorotipos (1, 2 e 3).

Com o conceito Movimento Vacina Brasil. É mais proteção para todos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a campanha de vacinação para crianças e adolescentes menores de 15 anos em cerimônia realizada no dia 02/10, em Brasília.

“Pedimos que a população, principalmente os pais, confiem nas vacinas, confiem que temos especialistas qualificados por trás disso, tomando todas as precauções e cuidados para garantir vacinas seguras e eficaz. Nós temos o maior sistema de imunização do mundo, motivo de muito orgulho e dedicação, e logo estaremos aqui, acrescentando neste rol, a vacina para combater a Covid-19″, disse. A campanha terá início na próxima segunda (5) e segue até o final deste mês.

Confira abaixo a fala da vice-presidente do Conasems durante o lançamento da Campanha:

Multivacinação

A multivacinação é uma estratégia que tem a finalidade de atualizar a situação vacinal de menores de 15 anos. Serão ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação da criança e do adolescente. Será possível receber dose de mais de uma das vacinas. O desempenho será avaliado com base nas doses aplicadas e registradas no Sistema de Informação durante o período da campanha, para cada vacina disponível.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece atualmente 18 vacinas para crianças e adolescentes. Estados que necessitarem de reforço em estoques de vacinas poderão solicitar ao Ministério da Saúde.

Poliomelite

Cerca de 11 milhões de crianças de um ano a menores de 5 anos de idade devem ser vacinadas com a Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico. A meta é vacinar pelo menos 95% das crianças e para isso está prevista a distribuição de aproximadamente 9.069.450 doses da vacina pólio oral (VOP) aos estados. O valor investido para aquisição das doses foi de cerca de R$ 10 milhões.

As crianças menores de um ano de idade (até 11 meses e 29 dias) deverão ser vacinadas seletivamente conforme indicações do Calendário Nacional de Vacinação, com a VIP.

Recomendações Covid-19

Para evitar o risco de transmissão da Covid-19 e garantir a segurança dos profissionais e da população, o Ministério da Saúde orienta que as ações de vacinação sejam realizadas conforme as recomendações sobre distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel.

Situação epidemiológica da Poliomelite

Com a realização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, o Brasil reafirma o compromisso internacional assumido de manter o país livre da doença.

O Brasil não detecta casos desde 1990. Em 1994, recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem do seu território, juntamente com os demais países das Américas. Desde então, o país tem trabalhado para atingir a meta dos indicadores preconizados pelo Ministério da Saúde para manter o país livre da doença.

As coberturas vacinais municipais ainda são heterogêneas e pode levar a formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus. Dessa forma, campanha se justifica para reduzir os bolsões de não vacinados e proteger a população contra a doença.

Atualmente, no cenário global da poliomielite, existem dois países endêmicos (Paquistão e Afeganistão). Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) entre 01 de janeiro a 29 de setembro de 2020, apresentam 121 casos registrados, sendo 47 no Afeganistão e 74 no Paquistão.

O Ministério da Saúde alerta que tem crescido o número de pessoas não vacinadas nos últimos anos. Como consequência, doenças que já estavam eliminadas no Brasil voltaram a ser um problema para a saúde de todos, como o sarampo, por exemplo.

Via Agência Saúde

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