Confira como foi a primeiro webinário da série #ConasemsConvida, com a presença do presidente do Senado - CONASEMS
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Gestão | 12/05/2021

Confira como foi a primeiro webinário da série #ConasemsConvida, com a presença do presidente do Senado

Nesta sexta-feira (14), aconteceu o primeiro webinário Conasems Convida, uma série de lives para tratar sobre temas importantes para a gestão do SUS. Os convidados especiais, durante cada evento, irão abordar assuntos como a Saúde no Legislativo, Financiamento do SUS e enfrentamento à pandemia, além de entrevistas com órgãos de controle e outras instituições que podem auxiliar os gestores e suas equipes nos municípios. Os debates serão sempre mediados por algum representante da diretoria do Conasems.

O primeiro webinário foi um bate-papo com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, o presidente do Conasems, Wilames Freire, os vice-presidentes, Charles Tocantins e Cristiane Pantaleão e o diretor Hisham Hamida. A conversa abordou os principais assuntos que estão atualmente tramitando em pautas do Congresso Nacional. 

Wilames iniciou o webinário comentando sobre o lançamento do projeto Conasems Convida e enfatizou a importância da presença do presidente do Senado. “Hoje nossa conversa que aproxima os municípios do nosso Congresso Nacional. É uma honra para mim estar nessa manhã aqui com vocês, ampliar a governança do SUS e o impacto disso na saúde dos brasileiros é o objetivo do nosso bate-papo”, disse. 

Rodrigo Pacheco destacou o difícil momento que o país vive diante da pandemia da Covid-19 e fez elogios ao SUS. “Desde o início da pandemia, nós tínhamos certeza que nosso sistema de saúde seria capaz de prestar assistência para a população em todos os estados brasileiros. Em 2020 aprovamos diversas medidas de ordem sanitária e econômica para contornar a situação do país, mas sem SUS teríamos dificuldades muito maiores”, pontuou. 

O primeiro questionamento ao presidente do Senado foi feito por Wilames, que perguntou como o Congresso poderia atuar para que o país consiga mais acesso às vacinas, além de agilizar e eliminar barreiras de acesso às entregas do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) aos produtores nacionais. “Na realidade nacional, já demonstramos a qualidade da Fiocruz e do Butantan e da necessidade de existirem mais investimentos em ciência e inovação. É importante aprimorarmos nossas relações internacionais, não podemos ter rusgas com a China, por exemplo, nosso maior parceiro comercial”, respondeu o senador. 

Charles Tocantins perguntou ao presidente do Senado sobre a ampliação do acesso aos testes no país para garantir o cumprimento dos protocolos e orientar melhor o cuidado nos municípios brasileiros. Pacheco respondeu enfatizando a importância da valorização e fortalecimento da Atenção Primária à Saúde. 

Cristiane Pantaleão levantou uma questão relativa à pandemia no seu aspecto assistencial: O KIT Intubação Orotraqueal (IOT). A vice-presidente perguntou como seria possível que o Senado ajudasse no monitoramento e avaliação da capacidade de produção da indústria. “Confesso que nós vivemos muitas realidades tristes nesse país nos últimos meses, além da questão da vacinação e dos leitos de UTI, o ponto que mais se destacou foi a questão dos kits de intubação. O objetivo nesse instante no Ministério da Saúde é que tenhamos um estoque garantido dessas medicações”, pontuou o presidente. 

O diretor, Hisham Hamida falou sobre a necessidade de um plano de comunicação social integrado para orientar a população de maneira mais eficiente. “Nesse período tivemos diversas teses e diversos pontos de vista, entre elas a tese negacionista que se transformou em algo de mal gosto, desumano. Hoje, passado um ano, eu acredito que as pessoas já sabem como é a doença e o que precisa ser feito, embora alguns insistam em não cumprir as regras, muitas vezes por posicionamentos políticos, mas a solução da comunicação é se basear em critérios científicos”, disse o presidente do Senado.

Pacheco finalizou parabenizando todos os profissionais da saúde que estão exauridos nesse enfrentamento da pandemia, mas que se mantém com energia para poder salvar vidas de brasileiros. “Deixo também meu reconhecimento aos municípios, através dos seus secretários municipais de saúde e demais profissionais da saúde que compõem o SUS”, e completou “Nós não terminamos essa luta, tivemos mais de 2 mil mortos ontem e precisamos continuar unidos nesse enfrentamento”. 

 

Confira na íntegra:

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