Aumenta a infestação do Aedes aegypti no verão gaúcho - CONASEMS
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Gestão | 15/02/2011

Aumenta a infestação do Aedes aegypti no verão gaúcho

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OO_DengueA Secretaria Municipal de Saúde (SMS) anunciou hoje, 9, o resultado do Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 24 a 31 de janeiro. Os resultados mostram que houve elevação no número de bairros com índice de infestação considerado de alto risco em comparação aos registrados em janeiro do ano passado. Em 2010, foram sete bairros e, em 2011, 18 bairros.

Dos 82 bairros amostrados, foram encontradas larvas do mosquito vetor da dengue em 73 deles (89%). Este resultado indica a distribuição ampliada do Aedes aegypti em Porto Alegre. Apenas em 9 bairros na Zona Sul não houve registro do mosquito e, em 20 bairros, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi igual ou inferior a 1% (meta de controle recomendada pelo Ministério da Saúde). Em 18 bairros foram registrados IIP superiores a 3,9%, condição considerada de alto risco.

Risco – De acordo com o secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, a Vigilância em Saúde constatou uma expressiva elevação no número de bairros considerados de alto risco, sendo eles: Lomba do Pinheiro, Agronomia, São José, Cel. Aparício Borges, Vila João Pessoa, Partenon, Santo Antônio, Santa Tereza, Medianeira, Cristal, Jardim Carvalho, Protásio Alves, Auxiliadora, Mont’Serrat, Bela Vista, Petrópolis, Jardim Botânico e Rio Branco. O IIP, na cidade, variou de 0,2.% a 6,8.%. Nos bairros Agronomia e Lomba do Pinheiro foram registrados os maiores IIP deste levantamento. O secretário lembrou que, no trabalho anterior, esses bairros apresentavam um médio risco. “Por isso, ressaltamos a importância do controle contínuo e permanente dos criadouros do vetor. O grande número de pessoas que recusam à visita do Agente de Combate a Endemias pode aumentar o risco da doença nesses locais”, finalizou.

O trabalho visitou 13414 imóveis, encontrando larvas de Aedes aegypti em 283. Nesses locais foram identificados 329 criadouros. Casartelli destaca que os agentes comprovaram que os criadouros preferenciais do mosquito Aedes aegypti são os recipientes pequenos e móveis (vasos, potes, garrafas, pequenos recipientes móveis em geral), representando 61% do total de locais com larvas.

A definição de risco,segundo os critérios do Ministério da Saúde, são: índices de infestação predial menores ou iguais a 1% configuram situação de baixo risco, entre 1% e 3,9%, médio risco e acima de 3,9%, alto risco.

Liraa – O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) é a metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a determinação do Índice de Infestação Predial (IIP) do mosquito vetor da dengue. Por meio da amostragem de imóveis do município, pode-se realizar um rápido diagnóstico da situação de presença do mosquito vetor na cidade. Em Porto Alegre, a metodologia é empregada desde 2003.


Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Alegre  

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