Técnicos de promoção social de Cubatão aprendem a lidar com crianças que passaram por traumas - CONASEMS
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Gestão | 17/12/2010

Técnicos de promoção social de Cubatão aprendem a lidar com crianças que passaram por traumas

imagem meramente ilustrativa
imagem meramente ilustrativaA capacitação visa a aprimorar cuidados dispensados a usuários das casas de Acolhimento da Prefeitura

Decorrências de situações traumáticas, principalmente em crianças, foi parte do conteúdo visto por técnicos de promoção social que trabalham em casas de acolhimento da Prefeitura durante a manhã de quarta-feira, 15 de dezembro. Esses técnicos estiveram reunidos na sede de Cubatão da Ordem dos Advogados do Brasil para participar de capacitação, conforme o assessor técnico da Secretaria Municipal de Cidadania e Inclusão Social, Mohamad Ali Abudul Rahim, destinada a eles, aos conselheiros tutelares e à equipe técnica do fórum. Tal treinamento tem o total de 40 horas.

O curso está a cargo da cientista social, especialista em políticas públicas, Gabriela Schreiner. Segundo disse, a capacitação foi formatada com o seguinte objetivo: “aumentar a efetividade dos técnicos de promoção social na qualidade de educadores de crianças, favorecendo o desenvolvimento adequado delas”. Conforme enfatizou durante sua exposição, a criança, encaminhada à casa de acolhimento, normalmente tende a pensar ser ela a culpada pelo mal por que passou. E os técnicos devem ser capazes de minimizar esse sentimento, por meio de atenção e de tratamento adequado. Crianças e adolescentes são institucionalizados por terem tido algum de seus direitos violados, por terem passado por situações que envolvam: abandono, sofrimento de agressões e drogadição dos pais, entre outras.

Quanto aos técnicos de promoção social, alvo de sua capacitação, disse: “É preciso que entendam as marcas deixadas na criança para que possam atuar adequadamente”. Conforme explicou, referindo-se à situação traumática: “É o acontecimento que produz o trauma, que se impõe e nos atordoa, enquanto que o sentido que atribuímos ao acontecimento depende de nossa história e dos rituais que nos rodeiam”. Explicou que os acontecimentos têm significados diferentes para as pessoas e dependem do significado que cada um dá a eles. Segundo frisou, é preciso que se possa ter claro o que o abrigo deve oferecer para que se torne um ambiente de resistência a traumas do passado.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Cubatão (SP) 

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