Seminário debate combate à Hanseníase em Alagoas - CONASEMS
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Gestão | 18/01/2011

Seminário debate combate à Hanseníase em Alagoas

Ednalva_Arajo_-_Tcnica_da_Sesau_2
Ednalva_Arajo_-_Tcnica_da_Sesau_2Diagnóstico e tratamento precoce sem deixar marcas. Este é o tema do seminário que marca a abertura da Campanha Mundial de Combate à Hanseníase em Alagoas. O evento acontece nesta terça-feira (18), a partir das 8h30, no auditório do Hotel Ritz Plaza Mar, em Maceió, e irá contar com a presença da Coordenadora Nacional do Programa de Hanseníase, Maria Aparecida Grossi.

Durante o seminário serão homenageados os profissionais que contribuíram para o desenvolvimento do Programa de Hanseníase em Alagoas e apresentada a situação da Hanseníase no mundo, no Brasil e em Alagoas.

Também será exposta a experiência exitosa do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), os eixos do Programa Nacional de Hanseníase e Propostas de Ações para a Campanha do Dia Mundial, o Planejamento Estadual para o Tratamento da Doença e os indicadores da Hanseníase em Alagoas, onde em 2010 foram contabilizados 333 casos, em 58 municípios, sendo 26 em menores de 15 anos.

Um número que apresenta uma redução de 76 casos em relação com 2009, quando foram notificados 409 casos. Segundo a gerente de Agravos de Transmissão Respiratória, Sexual e Doenças Imunopreveníveis, Ednalva Araújo, a redução dos casos notificados é conseqüência das ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com os 102 municípios alagoanos.

Para combater o aumento da doença, o Estado investiu na descentralização das ações para o diagnóstico e tratamento precoce, além da capacitação dos profissionais que trabalham nas equipes de Saúde da Família. Isso porque, de acordo com Ednalva Araújo, os profissionais da Atenção Básica são os responsáveis pela prevenção de 90% dos casos de Hanseníase que podem vir a se manifestar.

“A Hanseníase atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e pode variar de dois a até mais de dez anos. A doença pode causar deformidades físicas, que podem ser evitadas com o diagnóstico precoce e tratamento imediato. O tratamento dura seis meses para os casos não graves e até 12 meses para os muito graves”, explicou a técnica da Sesau, ao acrescentar que em Alagoas a reabilitação pode ser realizada no Hospital Universitário (HU) e na Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal).

Transmissão e tratamento – A doença é transmitida por meio das vias respiratórias: tosse e espirro. Uns dos principais sintomas são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. O tratamento é feito nas unidades básicas de saúde e as pessoas que moram com alguém que recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser também examinadas nos serviços de saúde e orientadas para reconhecer os sinais e sintomas da doença.


Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde de Alagoas 

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