Movimento Nacional de Escuta da AB foi destaque em mesa no XXXVI Congresso do Conasems - CONASEMS
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Congresso Conasems | 15/07/2022

Movimento Nacional de Escuta da AB foi destaque em mesa no XXXVI Congresso do Conasems

O Conasems, com o apoio de todos os Cosems e dos hospitais Beneficência Portuguesa e Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ligados ao PROADI, vem realizando um movimento de escuta da Atenção Básica em todos os estados do país para gerar um relatório robusto sobre os principais desafios dos municípios em relação às questões relacionadas à temática. Algumas análises e dados desse relatório foram apresentados e discutidos durante uma grande mesa do XXXVI Congresso Conasems, que aconteceu nesta quinta-feira (14).

Mais de 60% dos municípios responderam questionários sobre a Atenção Básica, 3629 gestores municipais de saúde participaram das ações de Escuta. O consultor do Conasems, Marcos Franco, destacou alguns pontos importantes. “Temos a necessidade de fortalecer essa escuta entre Conasems, Cosems e os municípios de forma permanente na rede Conasems-Cosems Não há atenção básica que se qualifique sem escuta e sem levar em consideração todos os desafios que aparecem de forma regional e diversa”. Segundo ele “A ideia desse movimento é que a gente fale com propriedade qual é a atenção básica que queremos”.

De acordo com o relatório preliminar da Escuta, a organização do processo de trabalho da Atenção Básica foi a maior preocupação dos gestores, em segundo lugar aparece a educação permanente em saúde e, em terceiro, a estrutura municipal para o desenvolvimento da Atenção Básica, tanto em relação aos profissionais, quanto da infraestrutura e equipamentos “Outra demanda que apareceu com muita frequência e em praticamente em todos os estados foi planejamento, desde o planejamento do município como um todo, até a organização do território e internamente nas equipes”, destacou Marcos Franco.

Outros temas como a integração entre a vigilância e atenção básica foram citados pelos gestores na Escuta. “As pessoas devem ser enxergadas de forma integral, o trabalho da atenção básica não termina na unidade, ele começa na unidade e deve ser continuado e acompanhado no território desse usuário, esse é um ponto importante da interação AB e VS”. Outros pontos como regionalização, sistemas de informação com a necessidade de unificação de sistemas de vacinação foram bastante citados.

A vice-presidente do Conasems, Cristiane Pantaleão, afirmou que o processo de escuta é apenas um começo. “Enxergamos nesses dados que temos muito o que fazer, mas nós sabemos o caminho”. Cristiane também falou sobre o curso Ser Gestor, ofertado pelo Conasems para mais de 17 mil profissionais que atuam diretamente na gestão do SUS. “Inovar, debater e recalcular as rotas após a Covid-19 é extremamente necessário, levando em conta que mesmo antes da pandemia já tínhamos inúmeros problemas e a situação se agravou”.

O diretor do Conasems, Hisham Hamida, destacou a organização dos processos de trabalho, que aparece em primeiro lugar no relatório da escuta. “Queria destacar o aumento substancial de emendas parlamentares que vem desorganizando o nosso planejamento e afetando diretamente a assistência. Emendas parlamentares fazem mal pra saúde e nós, gestores municipais, precisamos fazer uma meia culpa porque estamos assinando isso, é urgente levar isso para um debate porque apesar de ser dinheiro pra saúde, se mal planejado ou investido, desorganiza o SUS”.

O diretor do Conasems também enfatizou as iniciativas do Conasems em relação à educação permanente em saúde, com os cursos Ser Gestor e o ImunizaSUS. “Com as novas realidades e demandas precisamos nos adaptar e com isso o Conasems entendeu a necessidade de ofertar capacitações de forma virtual ou híbrida, voltadas especialmente para os profissionais do SUS, entendendo que a formação dessas pessoas não contempla a realidade da saúde pública, isso vem causando uma diferença na ponta”.

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