Ministério da Saúde estimula produção artesanal de máscaras de proteção - CONASEMS
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Coronavírus | 02/04/2020

Ministério da Saúde estimula produção artesanal de máscaras de proteção

Usar uma máscara facial não é uma garantia de proteção contra  Covid-19, os vírus também podem transmitir através dos olhos e pequenas partículas virais, conhecidas como aerossóis. No entanto, as máscaras são eficazes na captura de gotículas, que é a principal via de transmissão do coronavírus. Estudos estimam que elas são uma proteção cinco vezes maior do que nenhuma barreira.

Muitas pessoas têm infecções assintomáticas ou pré-sintomáticas. Se eles estão usando máscaras, podem impedir que gotículas que transportam o vírus escapem e infectem outras pessoas. Com a escassez de máscaras confeccionadas pela indústria especializada, recomenda-se para a população em geral a produção e uso de máscaras artesanais. 

O Ministério da Saúde fez um apelo no sentido de estimular que as pessoas produzam suas próprias máscaras de proteção. A medida visa garantir que as máscaras produzidas pela indústria sejam disponibilizadas prioritariamente para os profissionais de saúde. “A máscara é uma barreira física utilizada pelas pessoas que estão sintomáticas para evitar que contaminem outras pessoas. Então, elas podem fazer, em casa mesmo, utilizando tecido e elástico. Vamos deixar as máscaras que têm registro, que são aprovadas pela Anvisa, para serem utilizadas pelos hospitais, pelos profissionais da área da saúde”, afirmou João Gabbardo dos Reis, secretário executivo do Ministério da Saúde.

A pediatra e professora da Universidade de São Paulo (USP), Ana Escobar ensina como confeccionar de maneira prática uma máscara caseira:

 

A Secretaria de Vigilância em Saúde reitera que esta produção é uma medida excepcional, extraordinária e temporária (enquanto durar a pandemia). A Anvisa não regulamenta o uso de máscaras de proteção para a população em geral. Importante ressaltar que segundo a  Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 356/2020 da Anvisa, durante o período é permitida a fabricação dos equipamentos de proteção individual (EPI) citados na norma sem que a empresa possua licença ou outras autorizações necessárias. Entretanto, devem ser atendidos os critérios técnicos apontados na resolução e normas técnicas pertinentes.

Diversos artigos e publicações reforçam a teoria de que o uso de máscaras é útil na redução da transmissão de vírus em situações de epidemias. É o que sugerem artigos das universidades de Oxford e Cambridge, ao concluírem que é interessante considerar o uso de máscaras caseiras para prevenir aumento na transmissão mesmo que o nível de proteção seja inferior ao das máscaras cirúrgicas.

No caso das máscaras cirúrgicas, que devem ser utilizadas pelos profissionais de saúde, o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal divulgou vídeo e orientações práticas sobre como fabricá-las. As orientações em questão são destinadas para os fabricantes do produto.

 

 

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