Macaé (RJ) atenta ao controle das infecções hospitalares - CONASEMS
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Gestão | 27/10/2010

Macaé (RJ) atenta ao controle das infecções hospitalares

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logomarcaOs serviços de Saúde da prefeitura de Macaé já estão atentos à nova superbactéria KCP, divulgada pela imprensa nos últimos dias. “É fundamental para o controle de qualquer infecção lavar as mãos diversas vezes ao dia; assim como só tomar remédio indicado por orientação médica”, é o que enfatiza a coordenadora do Núcleo de Vigilância Hospitalar do Hospital Público de Macaé (HPM), a enfermeira Laís Almeida, quando questionada sobre o assunto. 

Já o Núcleo de Vigilância Sanitária do HPM vêm promovendo o controle do uso de antibióticos pelo Hospital, o que influencia diretamente na diminuição do número de casos de infecção hospitalar. O controle do uso de antibióticos evita a resistência da bactéria ao medicamento, como esclarece a clínica geral Alzimara Carvalho.

– Com a notificação interna que fazemos dos antibióticos solicitados pelas enfermarias, temos total controle do que é utilizado. Assim mantemos o histórico do que é utilizado em cada paciente, o que é uma forma de prevenção à infecção hospitalar.

A coordenadora de Assistência Farmacêutica do Município, Jenniffer Gonçalves afirma que as farmácias municipais só fornecem medicamentos antibióticos com a apresentação da receita médica e que a mesma é retida na apresentação.

– Aqui em Macaé este controle já vem sendo feito há muito tempo, o que não é feito pelas farmácias particulares, onde as pessoas compram, por muitas vezes, indiscriminadamente, medicamentos; se automedicando causando riscos à saúde. É fundamental reter as receitas médicas para a venda de antibióticos, sentencia.

Jennifer ainda informa que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem discutindo duas resoluções. Uma a respeito das formas de prevenção a infecções nos ambientes hospitalares e outra sobre a compra de antibióticos em farmácias. A instalação de dispensadores de álcool em gel em todos os ambientes de atendimento nos hospitais e clínicas públicas e particulares estão entre as medidas anunciadas pelo governo federal também no caminho de controle da superbactéria.

Orientação

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pediu neste domingo tranquilidade em relação à proliferação da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KCP), dizendo para que a população fique tranquila porque essa é uma situação que acontece apenas em ambiente hospitalar e em pacientes debilitados.

O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Dirceu Barbano, anunciou sexta feira (22) que as infecções pela superbactéria não representam um risco superior à média de outras infecções. Estudos apontam que a taxa média de infecções no Brasil é de 14% entre pessoas que são identificadas em um quadro suscetível a infecções hospitalares, e os casos da KPC está dentro dessa média” 

Como surge uma superbactéria

A Klebsiella pneunoniae (KPC) não é a única vilã a ser combatida. “Superbactéria” é, na verdade, um termo que vale não só para um organismo, mas para bactérias que desenvolvem resistência a grande parte dos antibióticos. Enzimas passam a ser produzidas pelas bactérias devido a mutações genéticas ao longo do tempo, que tornam grupos de bactérias comuns como a Klebsiella e a Escherichia resistentes a muitos medicamentos.

Outro mecanismo para desenvolvimento de superbactérias é a transmissão por plasmídeos. Plasmídeos são fragmentos do DNA que podem ser passados de bactéria a bactéria, mesmo entre espécies diferentes. Uma Klebsiella pode passar a uma Pseudomonas, e esta pode passar a uma terceira. Se o gene estiver incorporado no plasmídeo, ele pode passar de uma bactéria a outra sem a necessidade de reprodução.

Assessoria de Comunicação de Macaé (RJ)

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