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Assistência Farmacêutica | 14/02/2019

Impossibilidade de fornecimento da fosfoetanolamina sintética

A substância química fosfoetanolamina tornou-se conhecida como uma alternativa terapêutica para diversos tipos de câncer após um súbito crescimento de decisões judiciais deferindo o fornecimento da substância no estado de São Paulo.

A fosfoetanolamina é um composto químico orgânico presente naturalmente no organismo, que passou a ser produzida em laboratório pelo Instituto de Química da USP de São Carlos, mas não está à venda, por falta de registro nos órgãos próprios, não sendo, portanto, um medicamento disponível para comercialização. As pessoas que vinham utilizando a substância a receberam de forma gratuita e enviada diretamente pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP).

E, segundo informou oficialmente o próprio instituto1 (nota anexa), a referida substância foi estudada de forma independente pelo Prof. Dr. Gilberto Orivaldo Chierice, outrora ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros e já aposentado. Esses estudos independentes envolveram a metodologia de síntese da substância e contaram com a participação de outras pessoas, inclusive pessoas que não têm vínculo com a Universidade de São Paulo, tendo chegado ao conhecimento do IQSC que algumas pessoas tiveram acesso à fosfoetanolamina produzida pelo citado docente e por ele doada, em ato oriundo de decisão pessoal, ou seja, sem o conhecimento da Universidade, e a utilizaram para fins medicamentosos.

Segundo o referido instituto da USP2, eles não dispõem de dados sobre a eficácia da fosfoetanolamina no tratamento dos diferentes tipos de câncer em seres humanos – até porque não tem conhecimento da existência de controle clínico das pessoas que consumiram a substância – e não dispõe de médico para orientar e prescrever a utilização da referida substância.

Confira a nota na íntegra.