Evento celebrou o Dia Mundial da Saúde Mental - CONASEMS
voltar

Gestão | 18/10/2010

Evento celebrou o Dia Mundial da Saúde Mental

A Organização Pan-Americana de Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, Conasems e o Conass promoveu, na última quinta-feira, 10, a celebração do Dia Mundial da Saúde Mental. Neste ano, o Dia foi celebrado com uma mesa de debate sobre o tema “Saúde Mental e Doenças Crônica – Necessidades de Cuidados Contínuos e Integrados. O intuito do evento foi chamar atenção para os fatores de vulnerabilidade associados às doenças crônicas, elencar estratégias de prevenção e discutir formas de intervenção capaz de promover a saúde mental. 

Em seguida, foi anunciada a publicação de cinco editais: chamada de Arte, Cultura e Renda na Rede de Atenção Integral aos usuários de crack, álcool e outras drogas; chamada para Projetos de Consultórios de Rua; chamada para Projetos de Redução de Danos; chamada para Supervisão Clínica Institucional voltada ao cuidado dos usuários de crack, álcool e outras drogas em redes de atenção psicossocial. O tema desse ano foi continuação do tema proposto em 2009, “Saúde Mental na Atenção Primária – Qualificada da Atenção e Promoção da Saúde”. 

Na cerimônia de abertura, o assessor técnico do Conasems, Nilo Brêtas, que na ocasião representava o presidente Antônio Carlos Nardi, destacou a importância da saúde mental como política integrada a rede de atenção. O grande desafio, segundo Bretas, está na incorporação da Atenção Básica nas novas dinâmicas no SUS. E enfatizou que “esta política, embora seja antiga, atualmente representa a maturidade do SUS”. 

Já a diretoria do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Claunara Mendonça, lembrou que o processo de Reforma Psiquiátrica foi uma ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, que garantiu o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade. 

Para o diretor do departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, José Luiz Telles, isso significou a mudança no modelo de tratamento. “Com a reforma tivemos condições de, progressivamente, ‘desospitalizar’ os pacientes dos pavilhões psiquiátricos e sistemas suplementares, e incluí-los num sistema de qualidade”.

Os grandes desafios são: Fortalecer políticas de saúde voltadas para grupos de pessoas com transtornos mentais de alta prevalência e baixa cobertura assistencial; Consolidar e ampliar uma rede de atenção de base comunitária e territorial promotora da reintegração social e da cidadania; Implementar uma política de saúde mental eficaz no atendimento às pessoas que sofrem com a crise social, a violência e desemprego; e aumentar recursos do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental.

Compartilhar