Encontro em Santos destaca papel da enfermagem no tratamento da dengue - CONASEMS
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Gestão | 10/02/2011

Encontro em Santos destaca papel da enfermagem no tratamento da dengue

FRANCISCO_ARRAIS_3823
FRANCISCO_ARRAIS_3823Cerca de 200 enfermeiros das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, participaram, na manhã de terça-feira (8), de treinamento sobre manejo clínico de dengue, no auditório do campus Rangel, da Unip (Universidade Paulista). Os principais sinais de alerta da doença, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado foram os pontos destacados durante o encontro. “Se o diagnóstico for feito rapidamente na Atenção Básica teremos um número menor de casos graves e, consequentemente, menos internações e mortes”, destacou à platéia a enfermeira Marisa Dias Rolan Loureiro, consultora do Ministério da Saúde e professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

A coordenadora de Vigilância em Saúde da SMS (Secretaria de Saúde de Santos), Alana Betânia Domingos, disse que o ideal é que os pacientes priorizem a rede básica de saúde, deixando o pronto-socorro para os casos mais graves. “Aos primeiros sintomas o usuário deve se dirigir à unidade básica de saúde mais próxima de casa que está preparada e equipada para identificar os casos. A dengue não pode ser subestimada”, alertou. Entre as orientações repassadas estão os cuidados que devem ser adotados com as gestantes, crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, como hipertensos, diabéticos e imunodeprimidos, além de medidas preventivas, como o reforço da hidratação. “Temos que tirar o maior número de informações do paciente, saber se já teve dengue anteriormente, se tomou alguma medicação, levar em conta as peculiariedades individuais”, acrescentou Loureiro.

Também professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, a enfermeira Maria Gorette dos Reis discutiu ainda a evolução de alguns casos clínicos no objetivo de apontar falhas e acertos. Para quem teve a oportunidade de participar, a experiência foi recompensadora. “A capacitação contínua é importante para reforçar os princípios básicos e melhorar o atendimento. A partir do estudo detalhado do histórico do paciente é possível fazer um bom diagnóstico, eliminando outras doenças que tem sintomas parecidos, como leptospirose e malária”, analisou a enfermeira do setor de Vigilância de Itanhaém, Renata Augusta Franchin. A mesma opinião foi compartilhada pela enfermeira do Programa de Saúde da Família de Santos, Luciana Calçada. “É extremamente positivo conhecer outras experiências e discutir casos clínicos”.


Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde de Santos 

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