Crianças livres das cáries em Ouro Preto - CONASEMS
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Gestão | 21/01/2011

Crianças livres das cáries em Ouro Preto

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235K0956-Foto_Neno_Vianna-Divulgacao_Ascom-PMOP_1_200x200Em Ouro Preto, o Índice de Cárie Dentária (CPO-D: média de dentes cariados, perdidos e obturados) aos 12 anos de idade é de 1,27, média considerada excelente pelo Ministério da Saúde. Esse resultado é referente ao último inquérito epidemiológico realizado no município em 2008 que foi analisado em um estudo feito pela coordenadora do Programa Coletivo de Saúde Bucal de Ouro Preto, Poliana Elisa da Mata, na monografia para o curso de especialização em Programa de Saúde da Família (PSF).

O estudo faz uma comparação com o último inquérito nacional realizado em 2003, chamado SB Brasil. Ele demonstra que, mesmo sem possuir, ainda, água fluoretada, Ouro Preto apresenta níveis CPO-D mais baixos, além de maior percentual de crianças com idade de 12 anos livres de cáries, quando confrontada com regiões que possuem ou não sistema de fluoretação de água.

De acordo com o trabalho, entre 1993 (ano em que foi realizado o primeiro inquérito epidemiológico no município) e 2008, o percentual de crianças livres de cárie aos 12 anos de idade subiu de 16% para 50,14%. Neste mesmo período, a redução do índice de cárie foi de 65,67%. Para Poliana, um dos fatores que pode explicar esse fato é o Programa Coletivo de Saúde Bucal, dirigido em nível municipal, que passou a utilizar o referencial da promoção de saúde bucal, criando condições favoráveis à expansão desses sistemas de prevenção em unidades escolares e também em outros espaços sociais, por meio das equipes de Saúde da Família e da parceria com a Fundação Sorria.

Para o secretário de Saúde, Ariosvaldo Figueiredo, ainda é preciso avançar muito, mas os dados são animadores, pois a Organização Mundial da Saúde considera bom, um índice entre 1,2 a 2,5.

Ações preventivas
O Programa de Saúde Bucal de Ouro Preto é bem estruturado, possuindo um sistema de gestão que privilegia o atendimento de qualidade da população. Em 2010, as equipes passaram por um programa de excelência para dar assistência aos usuários. O atendimento envolve cerca de 60 funcionários, incluindo dentistas, auxiliares e técnicos em Saúde Bucal. A estratégia de organização do serviço odontológico está baseada em um modelo de atenção integral à Saúde, combinando as ações de promoção, proteção e recuperação.

– As ações ditas de recuperação são aquelas realizadas através do atendimento odontológico, em consultório, que deve ser complementada com as ações coletivas de saúde bucal;

– A Educação em Saúde pode ser feita dentro da família, na escola ou em qualquer espaço comunitário. A odontologia coletiva em Ouro Preto abrange duas áreas de ação: os PSF’s e as escolas.

No Programa desenvolvido nas escolas, as atividades propostas são a inclusão do tema de Saúde Bucal no currículo escolar, escovação supervisionada, exame para classificação de necessidades e posterior atendimento clínico.

O exame proposto é feito em todas as crianças, no qual, cada uma delas recebe uma classificação de acordo com a necessidade de tratamento. Feito isso, aquelas que apresentarem uma maior necessidade de atenção são encaminhadas às unidades mais próximas para atendimento. Mas segundo a coordenadora do Programa Coletivo de Saúde Bucal, infelizmente, muitos pais, mesmo recebendo a cartinha através da escola, não levam seus filhos para a realização do tratamento, que é feito sem enfrentar qualquer tipo de fila e gratuíto.


Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ouro Preto (MG) 

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