Cosems Goiás participa de Audiência Pública sobre a saúde do homem - CONASEMS
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COSEMS - GO | 16/07/2021

Cosems Goiás participa de Audiência Pública sobre a saúde do homem

Presidente do Conselho ressaltou a importância de discutir financiamento e regionalização para garantir o acesso aos serviços de saúde

 

A comissão especial da Câmara dos Deputados que acompanha o combate ao câncer no Brasil realizou nesta quinta-feira (15) audiência pública para discutir a saúde do homem com foco na oncologia. Verônica Savatin Wottrich, Presidente do COSEMS Goiás e Secretária Municipal de Saúde de Chapadão do Céu participou da reunião também como representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS.

Segundo Veronica, a saúde do homem é um grande desafio para a gestão municipal. Ela pondera que há muitas ações direcionadas (como o Novembro Azul), mas um dos grandes desafios nesse âmbito é discutir a linha do cuidado nas ações de rotina dentro dos serviços de saúde.  “As mulheres procuram as unidades de saúde e nós traçamos estratégias para elas, que conseguem chegar até nós. No caso dos homens, precisamos traçar estratégias para primeiramente alcançar esse usuário e depois trazê-lo até a unidade de saúde”, ressaltou a presidente.


A gestão deve ainda ter o olhar atento para identificar quais são os perfis das pessoas que vivem nas comunidades, se há populações específicas nos territórios e a partir disso, traçar estratégias para o acolhimento do paciente e fazer com que essas pessoas tenham de fato acesso ao cuidado integral. A presidente ponderou também que para além das doenças oncológicas, tema destaque na Audiência Pública, devem-ser consideradas igualmente as doenças crônicas, “que acometem muito essa população masculina e por fim sobrecarrega o sistema de saúde”, afirmou.

Financiamento e Regionalização

Segundo a avaliação da presidente, faz-se necessário também avaliar custos de serviços e não apenas o financiamento: o custo de serviço de oncologia para a região Centro-Oeste é diferente do custo nas regiões Norte e Nordeste do país.  Outra questão que deve ser ponderada pela gestão municipal é em relação ao diagnóstico. “Hoje, é mais difícil para o gestor conseguir acesso aos pacientes e garantir a eles um diagnóstico em tempo oportuno, que conseguir realizar o próprio tratamento”, revela.

A partir da dificuldade de acesso ao serviço de diagnóstico, há uma explosão de casos e portanto o serviço é sobrecarregado. “Deve-se pensar no cuidado integral com a precaução de não fragmentar a atenção ao paciente”, ressaltou Veronica. Será possível avançar nesse sentido quando existir uma regionalização de saúde concreta, ou seja, a população deve estar próxima à oferta de serviço, portanto, quando se fala sobre financiamento, deve-se considerar o custo de cada ação. “Sabemos que a gestão precisa ter um olhar atento a todos os públicos, então o que precisamos pautar é quais são as formas de acesso, como vamos trazer, conduzir, acolher e dar o encaminhamento ao cuidado integral para essas pessoas”, concluiu.

Veronica finalizou sua participação na Audiência reiterando a necessidade de planejar ações na Saúde considerando as especificidades de cada região do país, uma vez que são essas singularidades que devem ser consideradas na elaboração de políticas públicas que garantam à população acesso integral ao cuidado.  “Só conseguiremos efetivar isso quando enxergarmos a realidade do nosso país (…)  “É preciso organizar estratégias considerando as mais diversas formas de acesso.  A gestão está empenhada, precisamos ir atrás dessas pessoas e trazê-las para dentro das unidades”, sentenciou a presidente.

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