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Coronavírus | 14/07/2020

Associação Brasileira de Imunizações e Unicef fazem parceria sobre importância da vacinação em dia

Com o objetivo de conscientizar especialistas e o público em geral sobre a importância de não postergar a vacinação por causa do novo coronavírus (Sars-COV-2), a SBIm — em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) — realizou a campanha “Vacinação em dia, mesmo na pandemia”.

A iniciativa tem como destaque a cartilha digital “Pandemia da COVID-19: o que muda na rotina das imunizações”, que contém orientações sobre como manter as atividades de vacinação durante o período e estratégias de comunicação com população.

Completam a empreitada conteúdos informativo nos sites e redes sociais das entidades.

 

Justificativas para o movimento

– Interromper a vacinação rotineira — em especial de crianças menores de 5 anos, gestantes e outros grupos de risco — e as estratégias de seguimento e contenção de surtos pode levar ao aumento de casos de doenças imunopreveníveis e ao retorno de doenças eliminadas ou controladas. No curto, médio e longo prazo, as consequências para as crianças podem ser mais graves do que as causadas pela pandemia.

– Mais de 117 milhões de crianças de 37 países podem deixar de receber a vacina que previne o sarampo, alertam o UNICEF, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições. Campanhas de vacinação contra a doença já foram adiadas em ao menos 24 países.

– Nesse sentido, 19 estados brasileiros registram circulação ativa do sarampo, destacando-se o Pará, com 40,9% dos casos confirmados. Em números absolutos, os principais afetados têm de 20 a 29 anos. No entanto, a incidência entre menores de 5 anos é mais elevada (13,1/100.000 habitantes).

– A febre amarela também preocupa. Há casos em mais de 50 municípios dos estados do Paraná (principal foco), São Paulo, Santa Catarina e Pará. Além disso, devido ao risco de expansão geográfica, a vacinação foi intensificada em cerca de 150 municípios vizinhos.

– Ondas de surtos de doenças imunopreveníveis podem representar outra grande ameaça global, especialmente em um momento em que os sistemas de saúde já se encontram sobrecarregados. De acordo com a OMS, o sarampo infectou em 2018 quase 10 milhões de pessoas e matou mais de 140 mil, a maioria crianças menores de 5 anos.

Para fazer o download dos materiais de divulgação, clique aqui.

 

Informações via Associação Brasileira de Imunizações