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Vigilância | 27/11/2018

Aedes na Mira: tutores da região Sudeste comentam sobre o projeto

Durante o curso de formação dos tutores da região Sudeste no projeto Aedes na Mira, que vai de 26 a 30 de novembro, em Campinas-SP, Confira alguns depoimentos de tutores da região Sudeste que participam do curso de formação do projeto Aedes na Mira. Entre os dias 26 e 30 de novembro, os 74 tutores selecionados aprendem sobre o funcionamento da plataforma de Ensino à Distância, as formas de auxiliar os alunos e rever assuntos que serão tratados ao longo da capacitação – aspectos clínicos da dengue, zika e chikungunya, manejo das arboviroses, organização da rede, planejamento, integração da AB com a VS, estratégias de mobilização social, entre outros.

Poliana Loverbeck, educadora em saúde, São Paulo-SP

Trabalho na área de Educação à Distância há alguns anos e tenho uma atuação voltada para educação permanente para os profissionais de saúde que atuam em áreas indígenas em todo o país. O projeto Aedes na Mira, encabeçado pelo Conasems, é bastante abrangente, ambicioso e é uma saída muito inteligente para ampliar o acesso e o conhecimento a tanta gente em todos os estados brasileiros. Em se tratando de saúde indígena, acredito que esse é um mecanismo que vai despertar um olhar diferenciado no gestor para que ele saiba quais as melhores maneiras de atuar nesses tipos de áreas.

Bárbara Rolim, enfermeira, Niterói-RJ

Acho a proposta do Conasems bastante interessante porque envolve o gestor a partir do compromisso de dar uma formação e em repensar as ações de combate ao Aedes adotadas nos últimos anos já que percebemos que elas têm sido de baixa efetividade. Pensar na perspectiva da educação permanente em saúde é outro fator agregador para combater as arboviroses até porque temos uma alta rotatividade de profissionais e gestores municipais e esse é um tipo de política pública que precisa estar em constante debate. Além disso, acredito ser fundamental alinhar esse comprometimento com os Conselhos Municipais de Saúde, fortalecer as atuações
regionais, chamar a sociedade civil para que a gente mude essa perspectiva da dengue, zika e chikungunya de forma coletiva em todo o território nacional.

Neila Cabral, profissional referência do Ministério da Saúde para o Programa Mais Médicos, João Neiva-ES

Meu trabalho consiste em visitar os 60 municípios do estado do Espírito Santo que têm médicos atuantes pelo Mais Médicos, conversar com eles, com as equipes e os gestores de saúde dessas cidades. As capacitações oferecidas no projeto Aedes na Mira em todo o país conciliaram com essa situação de saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos. Com a chegada de novos profissionais, muitos deles sendo recém-formados, será preciso oferecer uma nova carga de conhecimento para que eles tenham uma perspectiva de tudo o que envolve combater as arboviroses nos municípios. Me interessei muito por tutorar essa capacitação de combate ao Aedes na perspectiva da integração da Atenção Básica e Vigilância em Saúde do projeto Aedes na Mira porque o controle dessas doenças é um desafio constante para nós, enquanto profissionais de saúde, e cidadãos também.

César Augusto Luz, mestre em saúde pública, Timóteo-MG

Meu município esteve na região ampliada do surto epidêmico de Febre Amarela em 2017 e foi uma situação bastante crítica. Minas Gerais como um todo já sofreu bastante com as arboviroses e acho fundamental um projeto como o Aedes na Mira justamente porque ele dá ao gestor municipal, ou aos profissionais de saúde que fazem a capacitação, uma visão integradora e que os ajuda a compreender a atuação tanto da Vigilância em Saúde, quanto da assistência e da logística nessas situações de surto, por exemplo. Inclusive, acredito que o projeto pode trazer resultados de imediato ao fornecer para os alunos material acadêmico de qualidade, atualizado e que foi elaborado por uma equipe qualificada. Durante o nosso curso de formação, por exemplo, alguns tutores, que são atuantes no controle das arboviroses, aprenderam novos manejos clínicos então, acho que a capacitação vai proporcionar esse tipo de inovação nas rotinas diárias de trabalho dos alunos.