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Gestão | 06/08/2019

16ª CNS: participantes falam sobre ato em defesa do SUS

O Ato Unificado Saúde, democracia e direitos sociais, uma das principais atividades da 16ª Conferência Nacional de Saúde, aconteceu nesta segunda-feira (5) na praça do Museu da República, em Brasília. Trabalhadores do SUS, integrantes de movimentos sociais, usuários e gestores de saúde, estiveram presentes, além de seis ex-ministros da saúde e parlamentares distritais e federais. 

Humberto Costa, José Saraiva Felipe, José Agenor Alvarez da Silva, José Gomes Temporão, Alexandre Padilha e Arthur Chioro, ex-ministros entre 2003 e 2016, lançaram um manifesto em defesa do SUS onde criticam a EC 95/2016 e o aumento no consumo de agrotóxicos pelos brasileiros. (Leia o manifesto na íntegra aqui). 

Confira abaixo o depoimento de participantes do ato e da 16ª CNS (8ª+8):

Warley Batista, enfermeiro, Mato Grosso 

(Foto: Mariana Pedroza/Conasems)

“Na edição deste ano a delegação do Mato Grosso tem discutido bastante a questão da saúde mental e estamos participando de atividades relacionadas a esse tema. A gente que trabalha na saúde pública sabe da importância de estar em um evento como esse, porque o governo está atento a todas as discussões que acontecem durante a 16ª Conferência Nacional de Saúde.”

Fernanda Santos, assistente social, Rio Grande do Sul 

(Foto: Luiz Filipe Barcelos/Conasems)

“Fazer parte da Conferência Nacional é um momento muito importante para mim porque acompanhei de perto em 2017 as etapas da conferência de saúde da mulher, e neste ano, das etapas municipais. Em Porto Alegre, faço parte da comissão da pessoa com deficiência e quando cheguei à Brasília fiquei impactada com a quantidade de participantes e de como é fundamental estar em um evento tão representativo e com tanta diversidade. Toda essa mobilização só me traz mais esperança na defesa pelo SUS que eu acredito: equânime, universal e integral.”

Amanda Silveira, secretária municipal de saúde de Sousa, Paraíba

(Foto: Mariana Pedroza/Conasems)

Essa é uma das oportunidades que temos de lutar contra os retrocessos que o SUS vem enfrentando porque nós que estamos na ponta do sistema sabemos das dificuldades que é fazer saúde pública. A cada ano que passa, a saúde, que é tripartite, ela está ficando majoritariamente sob responsabilidade de um ente só, que é o município.”

Renata Nóbrega, enfermeira sanitarista, secretária executiva da Secretaria de Saúde da Paraíba 

(Foto: Luiz Filipe Barcelos/Conasems)

“Esse movimento resgata a 8ª Conferência Nacional de Saúde, quando foi garantido o acesso irrestrito da população à saúde. Então, a simbologia de estar aqui hoje é imensa, além de reforçar que precisamos melhorar o nosso sistema público de saúde e, mais importante de tudo, não reduzir nenhum dos direitos já conquistados nesses 30 anos de SUS. A Paraíba e todos os estados brasileiros defendem o sistema e, tenho certeza, concordam que é preciso melhorar o financiamento para que gestores e profissionais de saúde consigam ofertar um serviço melhor para toda a população.”

Takwyry Kayapó, usuário do SUS, Pará 

(Foto: Luiz Filipe Barcelos/Conasems)

“Nós, povos indígenas, temos peculiaridades porque, dentre várias questões, vivemos em contextos diferentes: urbano, em áreas isoladas, às margens de rios, sem demarcação de terras. Nós defendemos o fortalecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) porque ali já foi investido muito recurso público na capacitação de profissionais qualificados e que compreendem a questão indígena no Brasil.”

Maria da Conceição Silva, Conselho Municipal de Saúde de São Paulo, São Paulo 

(Foto: Luiz Filipe Barcelos/Conasems)

“Eu participo de Conferências Nacionais de Saúde antes da conhecida 8ª CNS e, o que observo desde então, é que o engajamento social sempre foi muito grande. Quando falamos em Conferência quer dizer que viemos discutir como estão as ofertas dos serviços de saúde e, na minha opinião, o cenário está péssimo há algum tempo.”