Prefeitos e secretários municipais de saúde discutem desafios da gestão local do SUS

17/07/2017

A atividade do XXXIII Congresso Conasems reuniu na quinta-feira (13), secretários municipais de saúde e prefeitos para uma ampla discussão sobre o financiamento do SUS. O objetivo da reunião foi ampliar o diálogo com prefeitos e secretarias municipais de saúde sobre os impasses que afligem a gestão local do SUS, em um cenário de desfinanciamento e elevado comprometimento das finanças municipais na prestação de ações e serviços públicos em saúde, além de debater a promoção de ações conjuntas junto ao Congresso Nacional em prol da gestão municipal do SUS.

O secretário municipal de saúde de Campinas-SP e presidente do COSEMS-SP, Carmino António de Souza, destacou que deve haver maior aproximação entre prefeitos e secretários municipais de saúde. “Qualquer assunto que possa trazer algum impacto financeiro e legal deve ser discutido em conjunto, os prefeitos e secretários de outras áreas devem participar para que as ações sejam realimente eficazes”. Segundo ele, só quem vive a rotina da secretaria municipal de saúde consegue entender a dimensão desse trabalho. “O SUS acontece no município, o cidadão está muito mais perto da gente. Acredito que os outros entes devem ouvir e considerar os interesses municipais pois é onde as coisas realmente acontecem”.

Prefeito de Apuracana/PR, Vice Presidente de Saúde Pública da Frente Nacional de Prefeitos, Carlos Alberto Preto, comentou sobre o cenário político e econômico em que o país se encontra. “Esse momento requer mais diálogo e trabalho conjunto. Assumindo a prefeitura nos deparamos com diversos desafios como o financiamento, por exemplo, e cabe ao prefeito juntamente com o secretário municipal de saúde achar soluções para isso”.

Erno Harzheim, secretário municipal de saúde de Porto Alegre, também destacou o problema do financiamento. “Esse é um momento para repensar a gestão de maneira mais sustentável, no contexto tripartite definir de fato as atribuições dos entes, o grau de responsabilidade que cada um tem. Além disso, investir em estratégias para uma gestão mais eficiente, com mudanças nos processos de trabalho e mais organização”.