O ordenamento legal do SUS aponta as responsabilidades da gestão do SUS para
com o desenvolvimento e a formação dos trabalhadores para o setor saúde. Este
ordenamento aborda a regulamentação, a formação e a gestão de pessoal do setor
saúde.
Nas últimas décadas, o setor saúde cresceu em complexidade face aos
compromissos assumidos pelas esferas governamentais, com vistas a atender aos
seus princípios fundamentais da universalidade, integralidade e equidade. A
reordenação das práticas de saúde e a regionalização da assistência apontam para a
necessidade de qualificação e formação de pessoal de nível técnico para atuar
tanto na atenção básica, quanto no apoio diagnóstico, vigilância em saúde,
informação, desenvolvimento e gerência de processos e funções intermediárias.
Os municípios e os estados têm buscado alternativas para melhorar a formação. A
necessidade de qualificar trabalhadores exigiu que as escolas técnicas de saúde
vinculadas ao SUS desenvolvessem uma outra característica importante: a
descentralização da execução dos processos educativos nos municípios e serviços
de saúde e a gestão centralizada dos processos administrativos de registros
escolares. O primeiro voltado para facilitar o acesso dos trabalhadores e o segundo
para assegurar e facilitar o serviço de inspeção escolar e o controle do processo
burocrático.
Este acordo de intercambio de conhecimentos e cooperação técnica
representa um importante suporte técnico-metodológico ao processo de educação
permanente para o setor saúde, assegurando formação e aprimoramento técnico
para os trabalhadores da saúde. Este propósito responde a uma necessidade
concreta da realidade, posto ser constante a demanda por técnicos na área da
saúde. Também resgata uma dívida social com a população de nível médio que
carece de oportunidades de inserção no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em
que gerará impacto positivo na qualidade da assistência à saúde. Através da
formação inicial ou do aperfeiçoamento dos trabalhadores, se contribui para a
desprecarização do trabalho destas pessoas, melhorando suas condições de
emprego e de remuneração e valorizando o trabalho realizado por estas pessoas, o
que seguramente resultará numa melhoria da qualidade de vida destes
trabalhadores e de suas famílias.
Além disso, a implantação de um sistema de informação, que permita
planejar e prever as demandas futuras do SUS e desta forma a quantidade de
trabalhadores para o setor saúde a serem formados, é um elemento chave da
eficiência e eficácia de um sistema. Desta forma, serão capacitadas pessoas em
função das necessidades concretas. Os fundos públicos destinados à formação dos
trabalhadores da saúde responderão às necessidades previstas do SUS e não se
formarão profissionais que não possam, imediatamente, exercer suas funções por
falta de empregos disponíveis. O sistema de informação e planejamento permitirá
a otimização dos recursos públicos.
Agenda:
25 de janeiro a 12 de março de 2010
34 ª. Missão: Elaboração dos Programas de Formação por Competência
Consultores: Alice-Eva Daigle, Doris Laberge, Lisa Verrault, Lidia Armenti, Steven Hogg, Nadyne Bédard, Denis Gagnon e Danielle Rouillard
Local: Fortaleza e Sobral-Ceará
01 a 12 de março de 2010
35 ª. Missão: Retrato do Setor Saúde no Estado do Ceará
Consultor: Fernand Laplante
Local: Fortaleza-Ceará
11 de março de 2010
III Reunião Anual do Comitê Diretor do Projeto
Local: Sobral-Ceará
12 a 23 de abril de 2010
36 ª. Missão: Reconhecimento de competências adquiridas (RAC)
Consultor: Andre Adan
Local: Fortaleza-Ceará25 de Maio a 05 de junho de 2009
21ª. Missão: Elaboração dos Guias Pedagógicos
Consultoras: Nadyne Bedard e Alice-Eva Daigle
Local: Sobral e Fortaleza
29 de junho a 03 de julho de 2009
22ª Missão: “As múltiplas faces da discriminação”
Consultora: Myrna Lashley
Local: Sobral e Fortaleza
06 a 17 de julho de 2009
23ª Missão: Validação do Módulo Contextual Básico
Consultoras: Nadyne Bedard e Alice-Eva Daigle
Local: Fortaleza e Sobral