COSEMS-RJ

Acolhimentos Regionais integram novos gestores municipais de saúde do RJ

24/02/2017

Duas semanas de uma intensa programação marcaram os acolhimentos regionais, realizados pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio Janeiro (Cosems RJ) em parceria com a Secretaria de Estado e Saúde (SES-RJ), entre os dias 23 de janeiro e 10 de fevereiro. As nove regiões de Saúde fluminenses receberam os eventos, que reuniram secretários municipais, prefeitos, técnicos e contaram com a participação da presidente do Cosems RJ, Maria da Conceição de Souza Rocha e do secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr. Os encontros deram continuidade à aproximação com os gestores municipais de saúde iniciada no evento Integra Saúde, realizado no dia 19 de janeiro, no Palácio da Guanabara.

A presidente do Cosems RJ, reeleita na última quinta-feira (16/02), afirma que o saldo dos acolhimentos regionais foi bastante positivo e acredita que os encontros devem estimular os gestores a participar das instâncias de pactuação técnica e política. “Por parte do Cosems RJ foi muito importante conhecer mais de perto a realidade dos gestores de cada região. Já na perspectiva dos gestores, acredito que conseguimos fixar a importância da participação deles nos espaços de pactuação como as Comissões Intergestores Regionais e nas assembleias do Cosems RJ. Só assim os secretários municipais de saúde podem aumentar sua governança sobre a saúde”, explicou. De acordo com Conceição, tanto os representantes do Cosems RJ como os da SES-RJ frisaram a importância do papel do gestor na definição dos rumos da saúde em cada município. Conceição avalia, ainda, que nas regiões em que houve mais tempo foi possível abrir espaço para um profícuo debate entre os gestores e as equipes do Cosems RJ e da SES-RJ. “Numa próxima oportunidade de encontros acredito que isso deve ser ainda mais priorizado, assim como a presença de nossa assessoria jurídica para esclarecer dúvidas recorrentes entre os secretários de saúde”, conclui.

Durante os encontros, a equipe do Cosems RJ distribuiu o Caderno de Apoio à Gestão Municipal de Saúde, publicação fruto de uma parceria entre Cosems RJ e o Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Lappis/IMS/UERJ) e que contém os principais indicadores de saúde de cada município. Além disso, o Manual do Gestor, outra publicação elaborada pelo Cosems RJ em pareceria com o Lappis/IM/UERJ e com o Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conasems), também foi entregue aos secretários municipais de saúde.  “É uma bíblia que não sai da minha mesa. A faixa amarela que envolve o livro é um resumo muito importante dos prazos que temos que cumprir. Sugiro que a gente reproduza isso em maior quantidade e distribua aos técnicos das secretarias”, declara a secretária municipal de saúde de Niterói, Maria Célia Vasconcellos.

O secretário municipal de saúde de Mesquita, Emerson Trindade da Costa, também elogiou a publicação distribuída pelo Cosems RJ aos gestores municipais de todo o Estado. Segundo ele, o Manual do Gestor está sendo muito utilizado no cotidiano. “Iniciamos várias ações na Secretaria de Saúde a partir do que li no Manual”, relata.  Emerson recorda que foi secretário de saúde em Nova Iguaçu, onde enfrentou dificuldades e que mesmo em Mesquita, um município com população quatro vezes menor, são grandes os desafios e o manual tem servido de apoio à gestão. “Acredito que este manual sirva para todos os municípios, independentemente do tamanho da população. É uma publicação muito importante para ajudar os gestores no dia a dia”, avalia.

Na programação destes eventos contou-se ainda com a participação de técnicos e assessores do COSEMS RJ e da SES RJ. A Assessora de Regionalização da SES-RJ, Monique Fazzi, que apresentou aos secretários municipais de saúde um histórico sobre a regionalização no Estado, seus pressupostos e apontou os avanços e desafios na área., assim se pronunciou: “Neste contexto, podemos destacar que no Estado do Rio de Janeiro se observa o desenvolvimento da governança regional não somente nas reuniões das Comissões Intergestores Regionais, mas também nas atividades dos grupos condutores e técnicos regionais. Porém, precisamos ampliar a participação de nossos gestores”, reforça Monique.